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Empreendedorismo negro: os nomes de maior destaque do país

Hoje eu vou falar sobre o empreendedorismo negro, mais especificamente sobre 3 nomes de grande influência no Brasil.

Você vai ver que as suas trajetórias não foram fáceis, mas todos tinham as mesmas características: persistência, inovação e muita resiliência.

Para conhecer essas belas histórias de sucesso e também um pouco mais do empreendedorismo negro, fique por aqui e acompanhe as informações desse texto.

O que é empreendedorismo negro?

O empreendedorismo negro, ou afroempreendedorismo, é uma forma de fazer negócios voltada ao crescimento, reconhecimento e valorização do empreendedor negro.

O conceito gira em torno do empresário tanto como um representante de negócios quanto como um investidor em potencial.

Para você ter uma ideia de números, de acordo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada pelo Sebrae em 2017, os negros são donos de 38,8% dos pequenos negócios no país contra 32,9% dos brancos, liderando o ranking dos empresários iniciantes já estabelecidos.

A seguir você vai conhecer alguns nomes de sucesso do nosso país!

O empreendedorismo negro e os nomes de sucesso no Brasil

Não podemos falar em empreendedorismo negro sem citar alguns dos nomes de maior sucesso do Brasil.

Conheça um pouco das trajetórias e das suas grandes sacadas no mundo dos negócios!

1 – Zica Assis – Beleza Natural

Quando falamos em empreendedorismo negro logo lembramos da Zica Assis.

Nascida em uma comunidade carioca, a empresária sempre teve o sonho de domar os seus cabelos rebeldes e cacheados.

Sem sucesso com produtos de diversas marcas, ela resolveu testar suas próprias fórmulas.

E assim foi por 10 anos.

Depois de errar bastante, Zica finalmente chegou ao super-relaxante, que foi um sucesso entre suas amigas, ao ponto de a empresária montar seu próprio salão de beleza.

Aos trancos e barrancos do começo, que fazia com que trabalhasse de madrugada para produzir o creme, Zica finalmente atingiu o sucesso com o seu negócio, que supria uma dor muito grande do público.

O Beleza Natural foi fundado em 1993 e hoje conta com mais de 25 institutos em diversas cidades, mais de 50 cremes de tratamento de fabricação própria e mais de 130 mil clientes sendo atendidos todos os meses.

Foi assim que Zica entrou para a lista das dez empresárias mais poderosas do Brasil de acordo com a revista americana Forbes.

2 – José Vicente – Faculdade Zumbi dos Palmares

Essa é mais uma grande história de superação dentro do empreendedorismo negro.

O professor doutor José Vicente é fundador, diretor geral, reitor e acadêmico da faculdade Zumbi dos Palmares.

Com um currículo bastante extenso (Mestre em Administração, Advogado, Doutor em Educação, fundador presidente da Afrobras – Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sócio Cultural, etc, etc, etc) o empresário cresceu em um bairro pobre de Marília, no interior de São Paulo, e trabalhou junto com a família como boia-fria.

Ele também foi entregador de porta em porta, atuou em açougue, ferro-velho, entre outros trabalhos.

Ao morar em São Paulo capital, formou-se em direito e advogou por um tempo até ser aprovado no concurso público para delegado. 

Como estudante da tradicional Escola de Sociologia e Política de São Paulo, ele e outros militantes começaram a desenvolver projetos voltados à inclusão do negro na contexto educacional.

Mais do que isso, nos anos 90 José Vicente ajudou a conseguir bolsas de estudos para jovens negros e defendeu diversos deles acusados injustamente.

Mas não pense que essas foram as suas únicas benfeitorias.

O empresário é um dos maiores nomes quando falamos em inclusão social com diversos projetos voltados aos negros.

Mas foi em 2004 que o seu grande sonho finalmente se tornou realidade.

Nesse ano ele fundou a espetacular Unipalmares, uma faculdade que oferece acesso a todos e conta com 50% das vagas a afrodescendentes.

3 – Adriana Barbosa – Feira Preta

Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta, chegou a ganhar um importante prêmio internacional em 2017 e foi considerada um dos 51 negros mais influentes do mundo.

Nascida em uma família de empreendedores, ela conta que via sua avó constantemente inventar alguma coisa pra fazer para terminar o mês no azul.

Formada em gestão de eventos e pós-graduada em gestão cultural, Adriana trabalhou em rádios, em uma produtora de TV e em uma gravadora musical antes de se tornar empreendedora.

O Feira Preta surgiu quando ela estava desempregada e experimentou trabalhar em uma feira de rua vendendo suas próprias roupas no Brechó da Troca.

Para ter um acervo maior que se diferenciava do seu tamanho, ela trocava peças com outras mulheres.

E assim o brechó circulava as feiras e mercados alternativos de rua com simples araras e mesas de suporte para os acessórios.

Depois de um arrastão em que perdeu parte da mercadoria, Adriana entendeu que essa era a hora de montar a sua própria feira.

E tudo começou em 2002, na Vila Madalena, em São Paulo, um ponto de concentração de casas noturnas de black music

A fantástica Feira Preta da Adriana tem o intuito de trabalhar em dois segmentos: linguagens artísticas (valorização e disseminação da cultura) e empreendedorismo (reunindo empreendedores voltados à estética negra, como roupas, maquiagens, acessórios, objetos de decoração, etc).

Veja que o empreendedorismo negro é um grande diferencial para o nosso país, e não só pelo grande número de empresários, mas também porque temos muito em quem nos inspirar!

Presleyson Lima
Presleyson Lima
Ajudo empreendedores e intraempreendedores obterem resultados em seu negócio através da segurança da informação.

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